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Copa do Mundo

Senegal pode ficar fora da Copa do Mundo

As consequências do caso envolvendo Senegal vão além de suspensões e multas, e o episódio já levanta questionamentos sobre impactos muito mais graves no cenário internacional.

A final da Copa Africana de Nações entrou no radar das entidades do futebol internacional após um episódio polêmico envolvendo a seleção de Senegal. Jogadores e integrantes da comissão técnica deixaram o gramado como forma de protesto contra a marcação de um pênalti favorável ao Marrocos, atitude que pode gerar punições esportivas e financeiras nos próximos dias.

Segundo informações publicadas pelo jornal espanhol As, os envolvidos correm o risco de receber suspensões que variam entre quatro e seis partidas. Além disso, as sanções podem incluir multas consideradas elevadas, com valores que vão de 50 mil a 100 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 312 mil e R$ 624 mil. O caso está sob avaliação dos órgãos disciplinares competentes, que analisam o impacto do protesto em uma decisão de alcance continental.

A repercussão institucional foi imediata. Nesta segunda-feira (19), a Real Federação de Futebol do Marrocos anunciou que pretende acionar oficialmente a FIFA e a Confederação Africana de Futebol (CAF). A entidade marroquina entende que a conduta adotada por Senegal na final ultrapassou os limites regulamentares e comprometeu a imagem do torneio, motivo pelo qual solicitou a abertura de um processo disciplinar.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, também se pronunciou sobre o episódio. Em sua manifestação, o dirigente iniciou reconhecendo o mérito esportivo de Senegal, parabenizando a seleção pela conquista do título africano e pelo desempenho ao longo da competição. Infantino ainda destacou o trabalho do presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall, e de todos os profissionais envolvidos na campanha campeã.

Na mesma declaração, o presidente da FIFA fez questão de elogiar Marrocos, tanto pelo vice-campeonato quanto pela organização do torneio. O dirigente ressaltou o papel do país como anfitrião, agradeceu o apoio do Rei Mohammed VI ao futebol e destacou a atuação de Fouzi Lekjaa, presidente da Real Federação Marroquina de Futebol e membro do Conselho da Fifa, pelo comprometimento com o desenvolvimento do esporte.

Apesar dos elogios, Infantino adotou um tom firme ao abordar os acontecimentos da final. O dirigente classificou como inaceitáveis as cenas registradas dentro de campo e nas arquibancadas, condenando o comportamento de alguns torcedores, além de jogadores e membros da comissão técnica de Senegal. Para ele, abandonar o gramado e qualquer forma de violência não têm espaço no futebol.

O presidente da FIFA também reforçou que decisões da arbitragem devem ser respeitadas e que as equipes precisam competir estritamente dentro das Leis do Jogo. Segundo Infantino, atletas e comissões técnicas têm a responsabilidade de agir com equilíbrio e servir de exemplo aos torcedores presentes nos estádios e aos milhões de espectadores ao redor do mundo.

O dirigente finalizou afirmando que espera uma resposta firme dos órgãos disciplinares da CAF, para que episódios como esse não se repitam e não coloquem em risco a essência do futebol.

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