O Grêmio de Arthur não tomou conhecimento do Inter de Borré e foi goleado dentro do Estádio Beira-Rio.
Rafael Borré foi o grande protagonista do Gre-Nal no Beira-Rio e viveu uma daquelas noites que ajudam a redefinir trajetórias dentro de um clube. Mais do que balançar as redes duas vezes, o atacante colombiano entregou uma atuação completa, decisiva e alinhada com o que o Inter espera de seu homem mais avançado em jogos de alta tensão.
Desde o início, Borré mostrou presença constante no último terço do campo, atacando espaços, pressionando a saída adversária e participando das ações ofensivas. O primeiro gol surgiu em um cenário clássico para um centroavante de referência: Carbonero avançou pela esquerda e levantou na medida. Bem posicionado, o camisa 19 se antecipou à marcação e finalizou de cabeça, sem dar chances ao goleiro Weverton.
A superioridade colorada ficou ainda mais evidente pouco depois. Em uma jogada de transição rápida, Paulinho acionou Alan Patrick, que teve a calma necessária para encontrar Borré em profundidade. O colombiano dominou e bateu cruzado, rasteiro, confirmando a eficiência ofensiva e ampliando a vantagem do Inter no clássico.
O desempenho reforça um padrão que já se repete ao longo da carreira do atacante. Borré tem histórico de atuações decisivas contra o Grêmio. Esta foi a terceira vez em que resolveu um confronto diante do rival, a segunda vestindo a camisa colorada. Antes disso, em 2018, ainda pelo River Plate, foi personagem central na vitória por 2 a 1 que eliminou o Tricolor Gaúcho na semifinal da Conmebol Libertadores.
Após o segundo gol, o Inter controlou a partida, mantendo intensidade e organização. Aos 43 minutos do segundo tempo, Borré foi substituído por João Bezerra. O gesto da torcida foi imediato: aplausos de pé no Beira-Rio. O atacante retribuiu, saudando os torcedores antes de seguir para o banco, onde acompanhou os minutos finais até o apito final.
O triunfo por 4 a 2 tem significado que vai além dos três pontos e da vitória em um Gre-Nal. O resultado simboliza a consolidação do trabalho de Pezzolano, que busca um Internacional mais agressivo, móvel e capaz de variar sua estrutura tática sem perder identidade. No início da temporada, recuperar o melhor nível de Borré parecia um objetivo ambicioso. Agora, com quatro gols marcados no ano e dois deles justamente no clássico, a meta deixa de soar distante e passa a parecer plenamente alcançável.
A atuação no Gre-Nal não apenas recoloca Borré em evidência, mas também fortalece o discurso de um Inter protagonista, competitivo e cada vez mais confiante para a sequência da temporada.