Entre negociações travadas e decisões recentes nos bastidores, a situação de Robinho Jr. ganhou novos capítulos que podem influenciar o planejamento do Santos para a temporada.
Mesmo com contrato válido até 30 de abril de 2027, o nome de Robinho Jr. voltou ao centro das discussões nos bastidores do Santos. O jovem atacante, de 18 anos, vive um momento de incerteza na Vila Belmiro, em meio a negociações travadas para renovação contratual e divergências sobre sua utilização recente.
Desde dezembro, o Peixe apresentou ao estafe do jogador uma proposta de extensão de vínculo que inclui reajuste salarial expressivo — com valores entre quatro e cinco vezes superiores aos atuais — além de bônus por metas esportivas e um plano de carreira estruturado. A diretoria entende que Robinho Jr., que acelerou etapas na base e integra o elenco profissional desde a última temporada, já atingiu um patamar que justifica valorização formal no contrato. Ainda assim, não houve resposta definitiva, e as tratativas permanecem paralisadas.
Pessoas próximas ao atacante afirmam que não existe, até o momento, uma negociação financeira concreta em andamento. A expectativa é de que uma nova reunião seja realizada nos próximos dias para retomar o diálogo e tentar avançar em um possível acordo. Internamente, o Santos trata o tema como prioridade estratégica, considerando o potencial esportivo e de mercado do atleta.
A situação ganhou novos contornos após a vitória sobre o Vasco pelo Campeonato Brasileiro. No treino regenerativo realizado na sexta-feira, o técnico Juan Pablo Vojvoda sugeriu que Robinho Jr., João Ananias e João Alencar fossem relacionados para a partida do Brasileirão Sub-20 contra o Cruzeiro. O plano da comissão técnica era garantir minutagem ao trio no domingo e reintegrá-los ao elenco principal na terça-feira, data marcada para reapresentação do grupo.
Apesar da estratégia, Robinho Jr. não atuou. O atacante, inclusive, foi destaque no material de divulgação do confronto, que terminou com derrota santista por 1 a 0. Segundo apuração, o clube teria recebido uma orientação do estafe para que o jogador não fosse utilizado na equipe sub-20. Já representantes do atleta negam qualquer imposição e sustentam que a decisão foi alinhada em conjunto com a diretoria.
De acordo com a equipe pessoal de Robinho Jr., a ausência ocorreu por precaução física, após o atacante sofrer uma pancada em atividade no sábado. A medida teria sido adotada para evitar riscos desnecessários, especialmente às vésperas da reapresentação ao elenco profissional.
Entre negociações contratuais, gestão de minutagem e alinhamentos internos, o caso de Robinho Jr. expõe um cenário delicado no Santos. O clube busca preservar um dos seus principais ativos esportivos enquanto tenta destravar um acordo que garanta estabilidade e planejamento a longo prazo. Nos próximos dias, a evolução das conversas deve definir os rumos do jovem atacante na Vila Belmiro.