Após eliminação para Bósnia, Buffon decidiu se desligar das suas funções na Federação Italiana de Futebol.
A eliminação da Itália, para a Bósnia, na repescagem à Copa do Mundo ainda ecoa no mundo do futebol. Pela terceira vez consecutiva a Seleção Italiana ficará de fora de um mundial e isso fez com que Gianluigi Buffon, ídolo no país da bota, pedisse demissão do cargo de chefe de delegação da Azzurra. O ex-goleiro renunciou ao cargo logo após a partida contra os bósnios e mesmo após refletir manteve a sua posição.
“Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso”, disse Buffon.
Buffon assumiu o cargo de chefe de delegação da Seleção Italiana três dias após anunciar sua aposentadoria dos gramados, isso em 2023. Desde então, o ídolo italiano teve papel importante no ciclo que buscou a classificação para a Copa do Mundo de 2026, mas o fracasso fez com que pedisse demissão. Além de Buffon, Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), renunciou ao seu cargo.
Gianluigi Buffon é um dos principais nomes da história do futebol italiano e mundial, sendo recordista absoluto de atuações com a camisa da Azzurra. Entre 1997 e 2018 somou 176 partidas disputadas, ou seja, 40 partidas a mais que o segundo da lista, Paolo Cannavaro, que acumulou136 jogos. Na Copa do Mundo de 2006, foi um dos pilares na conquista do último título mundial dos italianos.