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Futebol Internacional

Pirlo fica fora da seleção italiana após reviravolta nos bastidores

A decisão envolvendo Andrea Pirlo surpreendeu nos bastidores da Itália e aconteceu após uma série de fatores que colocaram o nome do treinador no centro das atenções antes da definição da FIGC.

Andrea Pirlo não será o novo treinador da seleção italiana. O ex-jogador, que era um dos nomes avaliados para assumir o cargo, confirmou nesta segunda-feira que recebeu a informação da Federação Italiana de Futebol (FIGC) de que não seguirá na disputa pela vaga.

A confirmação foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, na qual Pirlo também retomou um comunicado divulgado anteriormente, no domingo. Na mensagem original, o treinador havia se manifestado sobre as críticas envolvendo sua relação comercial com uma empresa de apostas russa, negando qualquer problema relacionado ao vínculo.

A única alteração na nova publicação foi justamente a inclusão da informação de que seu nome não está mais entre as opções analisadas para comandar a equipe nacional italiana.

A possibilidade de Pirlo assumir a seleção ganhou força após outras tentativas da diretoria italiana não avançarem. O diretor Paolo Maldini, ao lado do conselheiro Leonardo, havia colocado o ex-meia como uma das alternativas para o cargo, depois de buscar negociações com outros grandes nomes do futebol mundial.

Antes de chegar ao nome de Pirlo, os dirigentes tentaram convencer Carlo Ancelotti, mas receberam uma resposta negativa. Na sequência, Pep Guardiola também foi procurado, porém não demonstrou interesse em assumir a função.

Polêmica envolvendo casa de apostas russa pesou na decisão

A contratação de Andrea Pirlo, que inicialmente era tratada como uma possibilidade concreta, passou a enfrentar dificuldades após a repercussão de seu vínculo com uma empresa de apostas da Rússia. O treinador atua como garoto-propaganda da marca, situação que gerou questionamentos dentro da Itália.

A ligação entre Pirlo e a empresa provocou críticas principalmente no meio político italiano. Alguns representantes consideraram inadequada a escolha de um treinador cuja imagem está associada a uma companhia relacionada ao mercado russo, especialmente diante do atual cenário internacional.

A Itália mantém uma postura de oposição ao governo de Vladimir Putin devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 após a invasão russa ao território ucraniano. Esse contexto aumentou a pressão sobre a Federação Italiana de Futebol durante a análise do possível acordo com Pirlo.

Além disso, outro fator chamou atenção: atualmente, Andrea Pirlo trabalha como treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos. O clube tem como proprietário o empresário russo Sergey Lomakin, que também possui ligação com a mesma empresa de apostas envolvida na controvérsia.

A proximidade entre esses relacionamentos comerciais acabou fazendo com que Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol, reavaliasse a contratação do ex-campeão mundial.

Com a saída de Pirlo da disputa, a seleção italiana precisará buscar uma nova alternativa para o comando técnico, enquanto a federação continua avaliando nomes para liderar a equipe em seus próximos desafios.

Leia o pronunciamento de Pirlo

“Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.

Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.

Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.

Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.

Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.

Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.

Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre.”

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