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Campeonato Brasileiro

Palmeiras transforma base em mina de ouro

O projeto da base do Palmeiras segue rendendo talentos e cifras milionárias, revelando como o clube se tornou referência no futebol brasileiro.

Nos últimos anos, a Palmeiras transformou suas categorias de base em um verdadeiro celeiro de talentos, que gera retornos expressivos tanto dentro de campo quanto financeiramente. Em 2025, o clube superou com folga suas metas de vendas de atletas, contabilizando R$ 653,2 milhões em negociações e obtendo um lucro líquido de R$ 602,2 milhões, consolidando a base como um ativo estratégico.

Para 2026, a meta de arrecadação com direitos econômicos de jogadores é de R$ 399,6 milhões, e o início do ano mostra que o Verdão está no caminho certo: somente no primeiro trimestre, o clube já registrou R$ 119,2 milhões em receitas provenientes de negociações. Essa consistência reforça a reputação da base palmeirense como uma das mais produtivas do futebol brasileiro.

Além do impacto financeiro, o clube vê seus jovens talentos se destacarem na Seleção Brasileira. Com a convocação de Vitor Reis, atualmente emprestado ao Girona FC, o Verdão passa a ter três atletas formados na base representando o Brasil, junto de Endrick e Danilo. O zagueiro Estêvão, ainda em recuperação de lesão no Chelsea FC, poderia aumentar esse número, sendo um jogador de confiança do técnico Carlo Ancelotti. Desde 2015, as vendas de atletas formados na Academia ultrapassaram R$ 2 bilhões, com recordes estabelecidos por esses quatro nomes de destaque.

Gabriel Jesus, pioneiro em grandes negociações oriundas da base, elogiou o trabalho do clube: “É incrível acompanhar a continuidade do trabalho da Academia. Mesmo depois de nove anos na Europa, vejo que o Palmeiras continua formando atletas de alto nível e colhendo resultados positivos. Isso mostra que o projeto manteve um padrão de excelência ao longo do tempo, abrindo portas para oportunidades no profissional, negociações e na Seleção Brasileira.”

Outro exemplo do sucesso financeiro e esportivo é Vitor Reis, cuja transferência para o Manchester City, por 37 milhões de euros (R$ 232,77 milhões), marcou a venda mais cara de um zagueiro na história do futebol brasileiro. O jovem destacou a formação completa recebida no clube: “O Palmeiras me preparou em todos os aspectos, dentro e fora de campo, e isso faz diferença quando chegamos na Europa. É gratificante fazer parte de uma geração que realiza sonhos e valoriza ainda mais a base do clube no cenário mundial.”

As transações recentes confirmam a força da Academia do Verdão: Endrick foi vendido ao Real Madrid por até 72 milhões de euros, e Estêvão ao Chelsea FC por cerca de 61,5 milhões de euros, consolidando o modelo como referência de lucratividade e eficiência no futebol brasileiro.

Para Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças esportivas, o sucesso da base palmeirense não é por acaso: “O êxito da base, refletido na qualidade dos jogadores e no volume financeiro das vendas, é fruto da profissionalização e dos investimentos estratégicos realizados na gestão do clube. Hoje, ela não só gera títulos no futebol profissional e nas categorias de formação, como também se consolidou como um ativo econômico, garantindo receitas constantes ao preparar atletas para o alto nível desde cedo.”

O modelo do Palmeiras combina formação de talentos, planejamento financeiro e visão de longo prazo, tornando sua Academia uma referência mundial em aproveitamento de jovens atletas e monetização estratégica no futebol.

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