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Vasco surpreende e se aproxima de acordo bilionário

Negociação da SAF do Vasco avança nos bastidores e pode mudar completamente o rumo do clube nos próximos meses.

A possível venda da SAF do Club de Regatas Vasco da Gama ganhou força nos bastidores e pode marcar uma nova fase financeira e esportiva para o clube carioca. Após um longo período sem investidor definido, as negociações com o empresário Marcos Lamacchia avançaram consideravelmente, com valores que ultrapassam R$ 2 bilhões e tratativas já em estágio encaminhado.

O acordo, no entanto, ainda depende de etapas fundamentais antes de ser oficializado. Entre elas, a definição do cronograma de aportes financeiros e a aprovação interna nos conselhos do clube, incluindo o Deliberativo e o de Beneméritos. Paralelamente, Lamacchia também precisa cumprir exigências da Confederação Brasileira de Futebol relacionadas ao fair play financeiro, etapa essencial para validação da operação.

A proposta em discussão prevê a aquisição de 90% da SAF, garantindo ao novo investidor o controle majoritário. Além disso, já existe um pré-acordo que estabelece investimentos mínimos obrigatórios em áreas estratégicas, como contratações, folha salarial, infraestrutura, fluxo de caixa e incentivo aos esportes olímpicos. Outro ponto relevante envolve o passivo financeiro: o investidor deverá assumir as dívidas do clube e da SAF, respeitando inicialmente os parâmetros definidos na recuperação judicial.

Apesar do avanço nas conversas, o Vasco mantém postura discreta e não deve se pronunciar publicamente até a conclusão total do processo, com assinatura dos contratos e aprovação formal de todos os órgãos internos. Ainda assim, o presidente Pedrinho já demonstrou confiança na concretização do negócio, sinalizando otimismo nos bastidores.

A negociação também inclui a resolução da participação ligada ao grupo 777 Partners, cuja fatia está incorporada ao valor total da venda. Mesmo sendo um ponto sensível, não há expectativa de que represente entraves relevantes para a conclusão do acordo.

Reestruturação financeira e cenário atual

Enquanto conduz o processo de venda, o Vasco também avança na reorganização de suas finanças. O clube iniciou, ainda no primeiro trimestre, os pagamentos previstos na recuperação judicial e projeta quitar cerca de R$ 20 milhões até o fim de março. Desse total, aproximadamente R$ 8 milhões correspondem a dívidas cíveis e trabalhistas.

Além disso, a diretoria se prepara para desembolsar cerca de R$ 10 milhões relacionados a acordos acumulados na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol. O clube ainda busca uma nova negociação coletiva junto à entidade, mas aguarda aprovação.

Esse cenário de maior controle financeiro contrasta com o período recente sob gestão da 777 Partners, quando havia preocupação com possíveis impactos da crise global do grupo, incluindo atrasos salariais e venda de ativos. Desde a saída de Josh Wander e seus parceiros, o Vasco conseguiu manter suas obrigações em dia e estabilizar a gestão.

Mesmo sem aportes externos nesse intervalo, o clube apresentou evolução esportiva e financeira. O desempenho recente na Copa do Brasil impulsionou receitas com bilheteria e sócios, permitindo que o Vasco encerrasse a última temporada com cerca de R$ 60 milhões em caixa. O clube também contou com um empréstimo de R$ 80 milhões junto à Crefisa para reforçar seu fluxo financeiro.

Estrutura da SAF e bastidores do investidor

Atualmente, a divisão acionária da SAF vascaína está distribuída entre três partes. O clube associativo detém 30%, enquanto 31% pertencem à 777 Partners. Já os 39% restantes estão sob controle do Vasco por decisão judicial, embora essa fatia ainda esteja em disputa em arbitragem. Para que essa participação seja definitivamente negociada, será necessário um acordo entre as partes ou uma decisão favorável ao clube na Justiça.

Nos bastidores, Marcos Lamacchia acompanha de perto cada etapa do processo, mesmo dividindo sua rotina entre Aspen e São Paulo. O empresário mobilizou equipes jurídicas e financeiras para analisar detalhadamente os números do negócio e as condições da aquisição.

O ambiente familiar do investidor também possui forte ligação com o mercado financeiro. Seu filho fundou a Blue Star, gestora de investimentos criada em 2011, e acumula experiência como ex-diretor da Crefisa, além de passagem pelo Banco Alfa.

Com negociações avançadas, reestruturação financeira em andamento e perspectiva de novos investimentos, o Vasco se aproxima de um momento decisivo que pode redefinir seu futuro dentro e fora de campo.

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